terça-feira, 8 de março de 2011

Vou crer

Desde seu terceiro CD em 2006, me tornei ávido crítico do trabalho de André Valadão. Como sempre, aprendendo a "pagar a língua", esta semana me peguei apaixonado por uma das músicas mais recentes do cantor. Na verdade, a faixa nem é tão nova assim. Foi lançada no CD intitulado "Fé", gravado em 2009. Com uma sonoridade que me remete aos áureos tempos da banda mineira Jota Quest, a canção "Vou crer" também ganhou a sua versão em clipe. Com qualidade também superior ao que costumamos encontrar no gospel nacional, o vídeo vale a pena ser visto.

"Guia-me, segurando minhas mãos
Carrega-me quando não posso mais andar
Protege-me, Leão da Tribo de Judá"
Leandro Neri

sexta-feira, 4 de março de 2011

Parei de novo!

E não muito tempo após a pausa forçada do mês passado, me vejo em outra maior ainda! Em proporções extremamente maiores, aliás! Você, que me conhece de perto, já deve saber o que aconteceu (se é que não estava comigo quando aconteceu). Se não sabe, deixa pra outra hora. Não quero contar de novo. Não agora, pelo menos...
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Fato é que o ocorrido me deu mais uma semana de "folga". Não derrubado pelo vírus de uma gripe, mas depois de ter a cabeça virada literalmente, as coisas podem ficar bem estranhas. Não em um mau sentido necessariamente. É legal perceber quem se preocupa com seu bem-estar e quem vai permanecer ao seu lado se algum dia tudo der errado. É interessante perceber como Deus não faz nada por acaso. De certa forma, parece que tudo que eu lia e ouvia me conduzia àquele momento. E não digo isso com exagero.

Esta semana li em Oséias, um trecho em que o profeta diz:

"Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração."

Após inúmeras palavras de reprovação e condenação ao povo de Israel, o favor do Senhor volta a operar e sua misericórdia traz graça novamente. E não foi por acaso que a condução se deu para o deserto. Era ali que Deus queria entregar sua mensagem. Não sei a razão pela qual fui trazido até aqui. Mas certamente há algo a me ser dito e eu espero poder ouvir e entender o mais rápido possível.

De qualquer forma, é bom ter a segurança de que estou agora exatamente onde Deus queria que eu estivesse e engraçado descobrir como é tamanha a facilidade para esquecer disso. Talvez daí venha aquele famoso verso: "Inda que seja dor que me una a Ti..."

Deixo um grande abraço pra você e digo com veemência que estava com saudades daqui.

Vou deixar também minha trilha sonora do momento: Tim Halperin! O clip abaixo foi filmado em apenas um "take" e é um dos mais geniais que já vi na vida:

Ontem, Tim foi eliminado no American Idol, antes mesmo de chegar à fase final, naquele que foi o maior vacilo que os jurados desse ano cometeram... Agora resta torcer pra que ele continue fazendo sua música independente de alguma maneira.

Leandro Neri

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

sobre nada

Já teve alguma vez a impressão de que se o tempo não parar um pouquinho pra te esperar, você vai se perder em todos os seus caminhos ou tropeçar e nunca mais alcançar a corrida? Já viu de repente a vida dando um "pause" na correria do seu dia-a-dia para te fazer tomar um pouco de fôlego e mostrar que nem tudo se conquista na força do nosso braço?

Bem, isso é mais ou menos o que acontece comigo corriqueiramente. Sinto-me atolando em meio aos muitos projetos e planos até que, de repente, a "vida" me faz parar tudo, geralmente com uma "bela" gripe! Estar em casa num dia comum é estranhamente estranho e a percepção de que há tempo de sobra para fazer qualquer coisa contrasta com a indisposição provocada pelo vírus. Que projetos deveria retomar? Ou de qual está na hora de desistir? Qual o próximo passo? Por que fiz aquilo? Por que deixei de seguir o plano? Por que questiono tanto? É pedir muito apenas viver sem dúvidas demais?

E eis-me aqui divagando entre questões e pensamentos. Já vem algum tempo que não sei direito o que postar aqui e nem se deveria. Nas últimas vezes em que estive aqui, senti-me muito cansado para escrever o que quer que fosse. Além do mais, o número de acessos andando vagarosamente não é lá muito estimulante. Hoje, então, após dois dias de cama, assistir o DVD do Thalles, o filme do Wall-e, vários episódios de Brothers & Sisters, Gossip Girl, V e Glee, me sobrou o velho blog pra matar um pouco a saudade. Meio depressivo, eu sei. Mas fazer o quê? Doenças não foram feitas pra deixar muita gente alegre mesmo...

E afinal, qual o objetivo desse post? Ah, se eu soubesse, eu diria. Por hora, deve ser apenas matar um pouco o tempo. Espero que nas próximas semanas, eu venha aqui trazer alguma informação relevante. Apesar de achar que muitos já devem estar fartos das minhas indicações de filmes, livros, séries e músicas, me dá muito prazer falar a respeito. E não acredito ser o único.
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Leandro Neri

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Coração de Tinta

Não sou bem o tipo de pessoa que devora livros e os lê em algumas horas. Gosto de desfrutá-los aos poucos e, quem sabe, passar alguns dias na companhia daqueles personagens. Independente dessa minha postura, acredito que "Coração de Tinta" não é o tipo de livro para se ler em uma "sentada" só. Com tantas revira-voltas, personagens e mudanças de cenários e situações, eu lhe recomendaria não deixar nenhum capítulo passar despercebido, sob pena de perder momentos ímpares da história.

Cornelia Funke nos apresenta a um mundo cheio figuras mágicas e outras assustadoras que saltam para o "mundo real" por meio da "Língua Encantada" de Mo, homem que quando lê seus livros é capaz de trazer os personagens à vida. Em uma dessas leituras, Mo acaba por trazer dois dos piores vilões dos livros para dentro de casa e é a partir daí que a aventura toda se desenrola.

Repleto de referências a histórias que já estão inculcadas no imaginário popular, ler "Coração de Tinta" é como fazer uma maravilhosa viagem pelo mundo da literatura. Somos levados do Soldadinho de Chumbo a Frodo, passamos por Sininho e até podemos encontrar um "quê" de Nárnia nessa confusão.

E como se não bastasse, ainda somos convidados a torcer pelos nossos mais recentes amigos: Dedo Empoeirado e seu mascote não tão adorável, a "tia" Elinor, a pequena "Meggie" e tantos outros personagens que nos envolvem nessa emocionante batalha do bem contra o mal.

Infelizmente, o filme baseado na obra não conseguiu deslanchar. Entretanto não ache que isso é motivo para recusar a leitura. Arrisque-se entrar nessas páginas e não se assuste se em determinado momento ficar com medo de ler em voz alta e trazer um dos maquiavélicos personagens do livro para o seu próprio quarto.
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Leandro Neri

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O que o amor realmente significa?

Eu juro que tinha planejado escrever outro post hoje, mas esta música é uma daquelas que eu simplemente não posso deixar de postar... Eu sei que já devo ter falado semelhantemente sobre muitas canções, mas essa REALMENTE merece... Não que outras também não merecessem adjetivos, mas ESSA... ok, acho que você entendeu... hehe... Não conheço a cantora, só sei que ela interpreta esta belíssima canção de maneira simples, tocante, profunda e marcantemente. LINDO!

"Quem me amará por mim? Não pelo que fiz ou pelo que serei...
Quem me amará por mim? Porque ninguém nunca me mostrou o que o amor realmente significa..."

Leandro Neri

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O cheiro das águas

"Há esperança pra você..."

Uma de minhas músicas favoritas! Belíssima composição da Ana...

Leandro Neri

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Tem no meu quarto (VII) - FIM

Este é o último post desta vastíssima série que explora o mundo chamado: "MEU QUARTO"... rsrs

O pôster acima foi-me dado de presente quando estava no início do terceiro ano do Ensino Médio. Logo, além de ser uma lembrança de uma grande personalidade do nosso país, tem para mim imenso valor sentimental e traz-me muito boas recordações.

Olho para ele e percebo quantas coisas mudaram nestes mais de 5 anos que se passaram desde que o recebi. De fato, posso dizer que alcancei muitas vitórias de lá até aqui. Enfrentei derrotas também, porém por que amargurá-las se há tanto para celebrar?

Outras lembranças, no entanto, me entristecem. A morte de Ayrton Senna aos 34 anos é motivo suficiente para marejar os olhos de muitos. Eu mesmo me lembro quando o repórter anunciou a morte do nosso maior velocista. Ninguém pudia acreditar. Ninguém QUERIA acreditar. O povo brasileiro, tão carente de uma personalidade por quem valha a pena orgulhar-se, teve de dizer adeus a um de seus mais respeitados talentos.

O professor Silas (quem me deu o cartaz) foi um dos professores mais bacanas que eu e minha turma tivemos o privilégio de conhecer. O pôster chegou até ele por seu envolvimento com o Instituto Ayrton Senna. Ao que me consta, hoje ele se encontra em estado de "morte cerebral". Não sei se houve exagero por parte de quem me passou a notícia, mas sei que, infelizmente, ele não está bem mesmo! Muitos alunos e ex-alunos torcem por sua recuperação, mesmo que o quadro pareça irreversível.

Uma coisa, porém, é certa. Mesmo não conhecendo a fundo a vida de Ayrton Senna ou do professor Silas, ambos serviram para provar a mim mesmo que eu posso vencer. E isso é algo que não se pode apagar...

Leandro Neri