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quinta-feira, 22 de julho de 2010

"Use Somebody" (Amigos)

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários. De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.


(Vinícius de Moraes)

A crônica acima foi-me enviada pela querida amiga Roberta e achei que valia a pena compartilhá-la. Não consegui postar nada no dia 20, devido à colação de grau de outros dois queridos! (Gabriel e Tainá! Parabéns!! \o/) O vídeo abaixo traz uma canção muito bacana da banda "Kings Of Leon" e a reunião de algumas cenas da terceira temporada de Brothers & Sisters que terminei de assistir ontem. *-*.





E tudo isso é apenas uma desculpa para deixar um precioso abraço a você que posso chamar de amigo(a). =]
...
Leandro Neri

sábado, 19 de junho de 2010

Definitivamente, talvez... (II)

Esta deve ser a cena favorita da maioria dos espectadores do filme. É neste ponto que os diretores nos fazem começar a torcer para que April seja o par romântico de Will. Aos 35 minutos de fita, após Will revelar que irá pedir Emily em casamento, April resolve ajudá-lo em como fazer isso. E o diálogo a seguir se desenrola.
- Ela chega amanhã. Fiz uma reserva em um restaurante francês chique no Upper East Side.
- Minha nossa. Vai fazer isso em uma sala cheia de estranhos?
- Sim, vou. Qual o problema?
- Nenhum. Acho que mostra confiança. O que vai dizer?
- Ainda estou pensando. Não sei.
- Pratique comigo. Pratique comigo. Sou boa nisso. Serei Emily: "Sou Emily, sua namoradinha da faculdade. Quer me perguntar algo?"
- "Emily."
- Espere! Precisa ficar de joelhos.
- Não vou ficar de joelhos.
- Ela vai gostar de vê-lo de joelhos.
- Não vou ficar de joelhos.
- Grande erro. Certo.
- "Emily."
- "Sim, William."
- Não me faça rir. "Emily, você quer... casar comigo?"
- "Não."
- Meu Deus.
- "O que quer dizer com 'quer casar comigo?'? Não te vejo há semanas! Não parece feliz ou empolgado com a perspectiva do nosso casamento. Está pedindo que eu abra mão da minha liberdade, minha alegria de viver, por uma instituição que quase nunca dá certo? E por que devo me casar com você? Por que quer se casar comigo? Além de satisfazer um desejo burguês de um ideal imposto pela sociedade desde a tenra idade para promover uma ideologia capitalista?"
- Uôu! Ai, meu Deus!
- Devia ter ficado de joelhos!
- Cale a boca! Ouça. "Quero me casar com você porque é a primeira pessoa que quero ver ao acordar pela manhã e a única que quero dar um beijo de boa noite. Porque a primeira vez que vi essas mãos, não pude imaginar não poder segurá-las. Mas principalmente porque, quando se ama alguém como eu te amo, casar é a única coisa a fazer. Então, quer se casar... comigo?"
- "Definitivamente. Talvez. Preciso pensar a respeito."

Com uma declaração tão apaixonada assim, é até difícil imaginar que Will terá o coração arrebentado por Emily alguns minutos após essa cena. E parece ser bem assim na vida real também. Temos mesmo que quebrar tanto a cara assim? Será que vamos encontrar o que procuramos no final disso tudo? O título do filme é uma boa resposta para essas questões.

Leandro Neri

terça-feira, 15 de junho de 2010

Definitivamente, talvez... (I)

No último final de semana, assisti pela quarta ou quinta vez o filme "Três Vezes Amor". E, pela quarta ou quinta vez, eu adorei a história, os personagens, a trilha sonora e tudo o mais. Isla Fisher, no papel de April, sempre (SEMPRE!) me encanta! E, em homenagem a ela e ao filme, decidi fazer alguns posts.
...
A primeira cena em que April aparece se dá aos 15 minutos da fita. Will Hayes acaba de entrar no comitê que está trabalhando na campanha política de Bill Clinton. Ele, então, necessita tirar algumas cópias de documento e procura April, a funcionária que trabalha nas máquinas de xerox. Abaixo, transcrevo o diálogo que os personagens travam.
...
- Por que está na campanha de Bill Clinton?
- Estou aqui pelo dinheiro. Ganho U$12 por hora, o que é melhor que babá, que é no que já trabalhei até agora.
- É democrata, certo?
- Por que todos tem que ser democratas ou republicanos? Estou lutando com a copiadora.
- Espere. É uma independente, não é?
- Não sou nada. Por que tenho de ser alguma coisa? Por que tenho de ter uma opinião sobre tudo? Sério. O que eu sei sobre sistemas de mísseis, Previdência Social ou impostos?
- E sobre direitos civis e direitos da mulher? O direito da mulher de fazer o que quiser com o corpo?
- Eu faço o que quero com meu corpo.
- Isso é apatia.
- Não sou apática.
- Sim, é.
- Não sou. Só sei que esses palhaços para quem trabalha não ligam pra nada além de suas próprias ambições.
- Isso não é verdade.
- Acha que esse Bill Clinton vai fazer diferença?
- Acho.
- Ele fará o que já é inevitável.
- É aí que se engana.
- Não me faça atacá-lo.
- Está errada. Ele fará diferença para os negros. E para as mulheres. Ele as entende.
- Meu Deus...
- Veja o que ele fez no Arkansas. Leia seus planos para a saúde e para a educação.
- Zzzzzzzzzzzz...
- Ou não. Tudo bem.
- Nossa. Sinto muito.
- Desculpe.
- Caí no sono. Sinto muito.
- Tudo bem. Acorde para uma Nova América. Acredito em você.
- Isso foi interessante.
- Certo. Me convenceu. Não é nada.
- Nada.
...
Assim como a April, não existem assuntos pelos quais você simplesmente não se interessa? Por que temos de ter uma opinião sobre tudo, afinal?
...
Leandro Neri

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Terrified

Em homenagem às duas colegas que comentaram meu emopost de ontem, uma musiquinha muito mais light e animadora! Quem canta é a jurada do American Idol Kara DioGuardi junto com o cantor e compositor Jason Reeves. Uma baladinha acústica bem daquelas pra quem gosta de viajar nos versos...

Para quem quiser fazer o download da versão em estúdio, basta entrar no site oficial da Kara e fazer o download na página inicial!

No mais, 'aceite o amor', porque 'Deus tá cuidando de tudo, viu?'!

Leandro Neri

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Vestes

Uma frase e uma música para resumir os muitos acontecimentos desse final de semana prolongado:

"Deus ama tanto a pureza que prefere enxergar um buraco a uma mancha nas vestes de seus filhos." (William Gurnall)

"... pois em Tua presença, Senhor, encontro tudo que eu preciso!"
...
Leandro Neri

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

NÃO SEM AMOR

"Eu tentei, Senhor
Eu tentei, Senhor
Eu tentei arduamente ser seu bom menino
Queixo para cima, cabeça erguida, todo zelo, mas sem alegria
Pensando que todas as minhas boas obras
poderiam agradar Jesus
Rapaz, eu estava errado?
Embora eu soubesse as canções certas,
todos os meus pratos e gongos tocavam as melodias erradas
E não demorou até que eu visse minha doença
Uma vida gasta querendo agradar
Em mãos e joelhos
Para fazer direito, para satisfazer
Deus, me ajude, por favor
Isto não pode ser Cristianismo, não pode ser...

A coisa toda é como insanidade
Onde está o descanso da segurança eterna?
Onde está a esperança de um Deus grande o suficiente para lidar
com todos os meus delizes e inseguranças?

Certamente isto não é respirar
Meu peito queimando e se erguendo
É como se minha pulsação estivesse cessando
Como se o meu coração desistindo de bater

Todavia, torno a lembrar, então, que eu tenho esperança:
Você morreu, SENHOR
Você morreu, SENHOR
Seguramente, como a vinda do alvorecer,
a canção do amor do Pai continua
abafando o som das minhas amargas canções
E rompendo muros e barreiras
Cristo vem, remove o pecado, busca Sua noiva e a conduz
Então eu posso cantar isto em concordância com o Rei:
Há apenas uma coisa que agrada ao Pai
O Deus-homem sobre o tronco no meio dos escarnecedores
Agora eu finalmente vejo que Cristo é o que Cristo oferece
E finalmente eu sou livre no amor do Pai"

(Jimmy Needham)

Leandro Neri

sábado, 21 de fevereiro de 2009

"You're NOT losers!"

"Sempre quis fazer montanhismo e ali estava eu no cimo deste penhasco com as cordas à minha volta e os meus amigos a gritar: 'Salta, salta, salta'. E olhei para baixo. Era um longo caminho a descer. Portanto, estou no cimo do penhasco e grito: 'Não consigo, não consigo, não consigo'. E os meus amigos gritam: 'Sim, tu consegues. Tu consegues! Salta! Salta! Salta!'. E saltei. Pensei que ia morrer, mas quando saltei senti-me como se estivesse a voar. Fiz algo que nunca pensei ser capaz e foi muito incrível!

Vocês podem não saber disto, mas fazemos isto todos os dias.
Escalamos, escalamos e escalamos...

E chegamos lá.
E agora é hora de saltar.
Eu sei que têm medo.
Mas quero que o façam.
Quero que saltem.
Quero que sintam como é...
Quero que sintam como é voar..."


[em breve, explicações...]
=]

Leandro Neri