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sábado, 18 de abril de 2009

Me esvazie [Empty me]

A verdade é que todos nós estamos com a situação fora de controle.
"Costumávamos falar sobre o nosso futuro. Como tudo seria perfeito. Lembra? O que aconteceu? Quando tudo ficou tão bagunçado? Não era assim que deveria ser. Não sei mais quem sou, o que devo fazer... Me sinto tão... [perdido(a)]."
Talvez você leia isso e pense: "Ei, eu não estou sem rumo. É óbvio que eu tenho um alvo." Ok! Fale por si mesmo, então. Porque o que constantemente pergunto a mim mesmo é: "Pra que tudo isso? Onde esse caminho vai acabar? Vale a pena mesmo?". E afirmo que é bem doloroso quando não encontro respostas para uma ou mais destas perguntas. Mas é possível que seja pior: Uma dessas respostas pode ir de encontro ao que eu acreditava tempos atrás.

Quando a razão alia-se honestamente ao coração, não é difícil perceber que a maioria de nossas escolhas não vale a pena. Difícil é ter de aceitar e trabalhar nisso.

Penso que uma das razões para estarmos todos tão sem rumo hoje tem a ver com o "estarmos cheios".

Olhando em um dicionário, encontrei alguns conceitos que ainda não me tinham sido apercebidos.
Vazio: Que não contém nada; desocupado; despovoado.
Cheio: Pleno; completo.

Sabe o que me chama atenção? Frequentemente associamos "vazio" e "cheio" como expressões opostas. Mas se analisássemos com atenção estes conceitos, perceberíamos que "vazio" não significa "oposto de cheio". "Não estar vazio" não significa "estar cheio" e vice-versa.
Assumo que talvez isso pareça uma loucura, mas... faz total sentido pra mim.
Em nossa sociedade, estamos tão incrivelmente cheios (ocupados), mas ainda assim incrivelmente vazios (despovoados). Eu não quero isso, sabe?
Eu quero o oposto... Quero estar vazio, porém cheio... cheio de algo que valha a pena...


Bem, você vai me esvaziar agora, não vai? Porque eu quero mais de você.

Leandro Neri

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O auxílio mútuo e a responsabilidade pessoal

Bem, quem esteve por aqui nos últimos dias sabe que estive lendo Romanos. É. Eu terminei de ler Romanos já. E, logo em seguida, comecei a ler Gálatas.
Aliás, aconselho a todos aqueles que tiverem alguma dificuldade em Romanos que leiam Gálatas também. Não sei se para todos é assim, mas este livro foi mais fácil de compreender para mim. Além de tratar de vários temas semelhantes a Romanos, mas de maneira mais resumida. É uma carta muito bonita e simples mesmo.

Quero hoje apenas destacar um trecho bem legal pertencente ao último capítulo da epístola aos Gálatas.

Gálatas 6 (Bíblia Viva)
1) QUERIDOS IRMÃOS, se um cristão foi vencido por algum pecado, vocês que são de Deus devem ajudá-lo, com mansidão e humildade, a voltar ao caminho certo, lembrando-se que da próxima vez poderá ser um de vocês a cair no erro.
2) Partilhem as dificuldades e problemas uns dos outros, obedecendo dessa forma à ordem do nosso Senhor.


Ter pessoas com quem contar é algo que o apóstolo Paulo já aconselhava desde o princípio da igreja, por isso me sinto tão feliz de saber que posso contar com pessoas que estão lendo a Bíblia junto comigo. Por mais que pareça (e até seja) uma tarefa tão fácil ler a Palavra, parece que o ser humano está sempre propenso a desistir desta caminhada. É bom saber que há pessoas tão especias com quem podemos contar não apenas para uma leitura diária, mas para todas as circunstâncias e adversidades da vida. Amo isso! E amo muito muito mesmo cada uma das pessoas com quem posso contar e a quem posso chamar de "amigo(a)"!

Porém, há de se ressaltar a advertência dada pelo apóstolo logo em seguida:

Gálatas 6 (Bíblia Viva)
3) Se alguém pensar que é importante demais para se sujeitar a isto, está se enganando a si próprio. Na realidade é um joão-ninguém.
4) Que cada um de vocês esteja seguro de estar fazendo o melhor, pois assim terá a satisfação pessoal de uma obra bem feita e não precisará se comparar com outra pessoa.
5) Cada um de nós tem de suportar alguns de seus próprios defeitos e fardos. Nenhum de nós é perfeito!


Mesmo tendo anteriormente aconselhado a compreensão e ajuda mútua frente às provas e faltas dos outros, o autor ainda adverte a cada um como responsáveis pela sua própria conduta. É importante ajudar, compreender, aceitar, orar e levar as cargas uns dos outros, mas também reconhecer também que não somos perfeitos e não devemos nos apoiar nos demais a fim de esconder nossas reais fraquezas, mas sempre visando caminhar juntos, para assim alcançar coisas que sozinhos jamais teríamos.

Confesso também a vocês que tenho ainda muitas dúvidas quanto à interpretação desse texto, apesar de sua simplicidade e que há muito mais coisas que acho que precisava falar, mas no momento, não consigo expressar.

Enfim, ecorajo-os a se engajarem em uma vida de leitura bíblica firme e diária, pois não há outro alimento mais precioso para um cristão.

Deus os abençoe!

LEANDRO NERI

...e essa é pra você, Lídia: