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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Coração de Tinta

Não sou bem o tipo de pessoa que devora livros e os lê em algumas horas. Gosto de desfrutá-los aos poucos e, quem sabe, passar alguns dias na companhia daqueles personagens. Independente dessa minha postura, acredito que "Coração de Tinta" não é o tipo de livro para se ler em uma "sentada" só. Com tantas revira-voltas, personagens e mudanças de cenários e situações, eu lhe recomendaria não deixar nenhum capítulo passar despercebido, sob pena de perder momentos ímpares da história.

Cornelia Funke nos apresenta a um mundo cheio figuras mágicas e outras assustadoras que saltam para o "mundo real" por meio da "Língua Encantada" de Mo, homem que quando lê seus livros é capaz de trazer os personagens à vida. Em uma dessas leituras, Mo acaba por trazer dois dos piores vilões dos livros para dentro de casa e é a partir daí que a aventura toda se desenrola.

Repleto de referências a histórias que já estão inculcadas no imaginário popular, ler "Coração de Tinta" é como fazer uma maravilhosa viagem pelo mundo da literatura. Somos levados do Soldadinho de Chumbo a Frodo, passamos por Sininho e até podemos encontrar um "quê" de Nárnia nessa confusão.

E como se não bastasse, ainda somos convidados a torcer pelos nossos mais recentes amigos: Dedo Empoeirado e seu mascote não tão adorável, a "tia" Elinor, a pequena "Meggie" e tantos outros personagens que nos envolvem nessa emocionante batalha do bem contra o mal.

Infelizmente, o filme baseado na obra não conseguiu deslanchar. Entretanto não ache que isso é motivo para recusar a leitura. Arrisque-se entrar nessas páginas e não se assuste se em determinado momento ficar com medo de ler em voz alta e trazer um dos maquiavélicos personagens do livro para o seu próprio quarto.
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Leandro Neri

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

E se o stand-up virasse livro?

Definitivamente, Maurício Meirelles é melhor escrevendo do que falando. Aliás, ainda bem que eu comprei seu livro antes de ver qualquer de seus vídeos no Youtube.

Em "E se o stand-up virasse livro?", Maurício nos traz alguns de seus melhores textos escritos para seu blog na internet e para sua coluna no portal IG. Suas explanações abordam os mais variados temas. Vão desde sabores de macarrão instatâneo até o campeonato de Miss Universo, incluindo o café, o natal, o xadrez e até o palavrão!

O mais legal do Stand-Up é que, como ele tem de ser baseado no cotidiano, é muito fácil identificar-se com as situações propostas pelo comediante, até mesmo porque muitas delas já foram vividas ou acompanhadas por você. Um bom exemplo é a situação descrita abaixo no tópico "O AVIÃO":

"Juro que queria entender o momento do serviço de bordo. Por que temos aquilo? Eles avisam “dentro de instantes iniciaremos o nosso serviço de bordo”, fazem você abrir a bandeja, criam uma expectativa. De repente lá no fundo do avião, vemos um imenso carrinho sendo trazido por 3 comissárias de bordo. É quase um clipe anos 80. Você até imagina gelo seco na chegada e tudo mais. Eles andam pausadamente, verificam as bandejas abertas, fazem todo um suspense para te entregar um……………………………….MAXI GOIABINHA.

Por que aquilo tudo??????? Precisava acordar você? Me entrega na entrada do avião e pronto. E o pior é que depois eles voltam para buscar o “lixo”. Sinceramente?! Me dá o Maxi goiabinha, me espera comer e já guarda. Não dá nem 14 segundos esse processo. Já que é pra economizar, economiza meu tempo, caramba.

Aliás, que lixo é esse? A embalagem mais um guardanapo. Pra quê um guardanapo? Quem precisa se limpar depois de comer um Maxi Goiabinha? A pessoa tem que ser monga o suficiente para se lambuzar com aquilo. Talvez seja por isso que as companhias não servem um negócio melhor. Se, teoricamente, você já se 'suja' todo com uma barrinha, imagina com uma lasanha? O_o"

Minha ideia para encerrar a sugestão era postar algum vídeo do autor fazendo uma apresentação "ao vivo". Como já adiantei, confesso que foi meio decepcionante assistir seus vídeos, em sua maioria pejorativos e apelativos. Então, pra que você possa fazer um melhor julgamento da leitura, dê uma passada no blog do Maurício e veja o que acha! =]
Um abraço!
Leandro Neri

sábado, 25 de setembro de 2010

O ladrão de raios

"O ladrão de raios" de Rick Riordan foi meu livro de setembro. Depois de passar alguns longos meses em minha gaveta desde que meu amigo André me emprestou, finalmente pude lê-lo. E a leitura é simplesmente ótima. Nunca mesmo poderia imaginar que cultura grega e mundo moderno pudessem fundir-se em uma história tão cheia de aventura e, mesmo assim, coerência.

Apesar de suas quase 400 páginas, o texto se desenvolve de maneira até bem ágil; porém, sem perder-se em meio às muitas informações. Uma das coisas mais bacanas, aliás, é o fato de o autor jamais menosprezar a capacidade de compreensão de seus leitores. Em determinados momentos, quando fica óbvio que os personagens principais estão prestes a se meter em enrascadas, o próprio narrador se justifica com pensamentos do tipo: "Eu sei que isso parece estranho ou tonto, mas na hora, nós nem pensamos direito, sabe?" É mais ou menos como se o autor nos dissesse: "Eu sei que isso é bem óbvio para vocês, mas permitam-me ter essa liberdade..." E logo você já se esqueceu da sensatez...

Estou animado para ver o filme, apesar de já saber que tiraram a referência ao deus Ares no longa, o que já muito me chateou, considerando que foi um dos meus personagens favoritos no livro... =/ Quanto aos próximos livros da série, devem ficar para minhas leituras do ano que vem, já que tenho pelo menos uns 7 outros livros na fila da leitura... hehehe
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Leandro Neri

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O beijo do céu

Darlene Zschech é uma australiana reconhecida mundialmente como excelente cantora e compositora que é. Ao longo dos anos em que esteve à frente do Ministério de Louvor da igreja de Hillsong, várias de suas músicas se espalharam pelo globo com rapidez e sucesso.

"O Beijo do Céu" é seu segundo livro, lançado em 2003, e possui o mesmo título de seu primeiro álbum solo ("Kiss Of Heaven"). A ideia original se deu quando a artista resolveu trazer ao papel a história do nascimento da canção "Shout To The Lord" (a famosa 'Aclame ao Senhor' no Brasil), música de sua autoria que já foi gravada em mais de cinquenta álbuns pelo mundo em líguas que vão do mandarim ao dinamarquês, passando ainda pelo japonês, francês, húngaro e tantos outros idiomas.

Enquanto escrevia sua história, Darlene se deu conta que a única explicação para que uma simples canção sua (composta de maneira despretenciosa há muitos anos atrás em um momento de dificuldade) alcançasse as nações dessa maneira era o favor de Deus. E é nesse ponto que a obra se vê focada: a graça (o favor imerecido de Deus)!

Uma leitura simples e direta que nos faz refletir sobre a importância de nos voltarmos e lembrar que o cuidado da mão de Deus está sobre nós e uma vida que vale a pena ser vivida só existe quando estamos próximos a Ele.

"A palavra esperança é significativa para o clima espiritual da terra, que é considerado sem esperança para muitos. A sua vida representa esperança? Esperança em um Deus que não muda... Esperança na sua Palavra e em seu nome? Esperança sugere que existe um futuro, uma outra chance, uma mão para ajudá-lo a se levantar, força para um novo dia... Esperança vai além dos limites naturais, e permite que você veja a terra das possibilidades. Você percebe porque o inimigo adoraria roubar sua visão de esperança e fazer com que a desesperança invalide sua atual circunstância? Não dê a ele esse privilégio. Continue!"
(Darlene Zschech)
Leandro Neri

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Kit HEROES

Heroes foi tragicamente cancelada ao final de sua 4ª temporada, ainda que os produtores e patrocinadores prometam um final digno que pode vir em episódios especiais ("Aham, Cláudia... Senta lá...").
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Fato é que, no final do ano passado, em uma daquelas promoções que a gente simplesmente não pode deixar passar, encontrei um Kit que incluía as duas primeiras temporadas mais o Livro Volume 1 da série (imagem) com 34 HQs. Tudo isso por apenas R$80,00 nas Lojas FNAC. Comprei!
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Com tanta correria e tantas outras séries para ver, somente de maio para cá pude assistir a primeira temporada. E só na minha viagem relâmpago, a segunda. E posso dizer que Heroes é mais uma da listinha de séries queridas. Assim como as outras que amo, ela não é baseada em um único personagem, mas várias histórias se cruzam através de personagens perdidos tentando encontrar seus destinos e, claro, SALVAR O MUNDO! rsrs
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O grande barato daqui é poder enxergar nesses heróis não apenas seus "superpoderes", mas também as suas "super-fraquezas" que, por pouco, não colocam tudo a perder. Um ótimo time de atores e diretores que não permitem que um episódio termine sem despertar o desejo de assistir a sequência fazem dessa primeira metade do programa tudo aquilo que você certamente ouviu falar a respeito da série quando esta ainda prometia mandar LOST pelos ares.
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Uma pena mesmo é a vertiginosa queda de audiência e satisfação do público as duas temporadas posteriores. Mas como eu ainda estou por ver mesmo, minha opinião permanece parcial e espero sinceramente não mudá-la, afinal o box da terceira temporada já foi adquirido.
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Quanto ao "gibizão", foi basicamente a única leitura 'divertida' que fiz nas últimas semanas. É um excelente meio para a galera que deseja conhecer histórias paralelas e não explicitadas nos episódios da primeira temporada principalmente, além de ser capaz de surpreender e empolgar tanto quanto a própria série.
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Em suma, uma excelente aquisição.
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Leandro Neri

sábado, 26 de junho de 2010

Como treinar seu dragão (LIVRO X FILME)

Sendo bem generalista, gostei do livro. A leitura é rápida, agradável. A textura é bonita, com letras grandes e hilárias gravuras. Mas, sendo também honesto, o filme é muito melhor!

Eu sei que os fãs da Literatura Internacional, quase sempre, gostam de criticar as adaptações para o cinema, mas o fato é que gostei de cada alteração operada pelos diretores do longa. Basicamente, o que permanece do livro para o filme é que nosso herói Soluço tem tudo para não ser esse herói, com toda a sua pequenez e insegurança.

No livro, Soluço sabe falar a língua dos dragões e é detestado pelos colegas que acreditam num antigo Poderoso Viking que defende a teoria de que 'gritar bem alto' é a única maneira de domar as feras, que, na verdade, são seres pensantes, quando não mais inteligentes que humanos.

Achei muito sensato da parte dos diretores do filme mudar tudo isso. Por quê? O adorável Banguela que nos é apresentado no cinema é um chato (muito chato!) no livro. É egoísta, insensato e minúsculo (¬¬)! Eu sei que é engraçado ler os comentários a respeito da miudeza de banguela, mas toda a lenda em torno do misterioso "Fúria da Noite" trazida no filme me foi muito mais emocionante!

Ao contrário da grande maioria dos leitores, "Como treinar seu dragão" não despertou em mim o desejo de ler o próximo volume da série - "Como ser um pirata" -, mas eu certamente estaria nas filas do cinema novamente para ver uma sequência da história criada pela DreamWorks.

Leandro Neri

sábado, 20 de março de 2010

A vitória final: O reino chegou

Finalmente, a saga do Comando Tribulação chega ao fim, neste que é o 13º livro (ou 16º, se contarmos os três livros com histórias do pré-arrebatamento lançados nos últimos anos) da série idealizada por Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins. Há de se ressaltar que os livros refletem uma obra de ficção que se passa no fim dos tempos e os acontecimentos deste final são retratados segundo a visão dos autores. NÃO É UM LIVRO DOUTRINÁRIO! É um livro de ficção! Logo, não há de se acreditar que é exatamente assim que a Bíblia diz que acontecerá e nem é esta a pretensão dos autores, apesar de assim acreditarem.
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O fato que quero destacar diz respeito à qualidade da série "Deixados para trás". Com inúmeros personagens carismáticos, em nenhum momento, a história chega a tornar-se cansativa, como bem podem imaginar aqueles que não leram nenhum dos volumes. Confesso que ler "O Glorioso Aparecimento" (livro que pensei que daria fim à série) foi extremamente decepcionante. Foi um livro "chato" como nenhum outro da série havia sido, com um final que deixou muito a desejar. Quando vi "A Vitória Final" nas prateleiras de uma Livraria Leitura, pensei duas vezes antes de comprar mas, pelo preço, acabei levando.
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Nos primeiros capítulos, deparei-me com a mesma "chatice" do seu antecessor, mas qual não foi minha surpresa quando, ainda antes da metade do livro, a história conseguiu tomar um rumo tão emocionante como a série deveria ser! E mesmo com tantos personagens "proibidos de morrer", a história permaneceu excitante e capaz de despertar curiosidade.
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Quão prazeroso foi poder ver de novo nossos queridos Chloe e Buck em ação. E mais divertido ainda: ler as aventuras de seu filho Kenny, apenas um bebê até "O Glorioso Aparecimento" e Raymie, filho de Rayford e Irene arrebatado ainda no primeiro volume da série. Que emoção reencontrar personagens que talvez já nem lembrávamos mais, como a aeromoça Hellen e o casal de gregos, mortos no decorrer da história.
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Agora, sim! LaHaye e Jenkins colocam no mercado o ponto final desta boa história tão bem escrita e sucedida! Um final digno de nota e sucesso que você não pode deixar de ler!
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Leandro Neri

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

We have to go back: FAITH & DEXTER

Quem é fã de LOST, com certeza, entende a angústia que foi aguardar a estreia da sexta e última temporada da série. Porém, estive muito bem acompanhado nessas "férias" pelos livros de Cathy Hapka, que costumeiramente é autora de livros infantis, mas foi selecionada para escrever essas duas histórias baseadas no programa de sucesso.

Nas obras, somos apresentados a dois personagens que estavam no fatídico voo 815 da Oceanic, mas sem destaque nos episódios da série. Em Risco de Esxtinção, conhecemos Faith, uma "bióloga" apaixonada por répteis e com dificuldades de auto-afirmação. Já Identidade Secreta gira em torno de Dexter e seus problemas de auto-aceitação.

Assim como na série, os livros intercalam momentos na ilha com os famosos flashbacks. Esse formato (inteligentíssimo, na minha opinião) permite ao leitor entender aos poucos o porquê de determinadas atitudes dos personagens na ilha, além de nos presentear com dois enredos em uma única obra.

Só pra adiantar, os livros servem mais para matar a saudade da ilha mesmo. Se você imagina desvendar mistérios e descobrir segredos, esqueça! Nada demais é revelado no livro. Recomendo apenas pelo prazer da leitura e pelo feliz fato de vermos nossos personagens favoritos em ação através de outras histórias. Dou destaque para a participação de Boone (um de meus personagens favoritos) em Identidade Secreta.

Quanto a Faith e Dexter, não me identifiquei pessoalmente com nenhum dos dois personagens, mas achei o máximo poder visualisar a história de outros sobreviventes do acidente mais catastrófico da TV mundial.

Boa leitura e boa semana!

Leandro Neri

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O menino do pijama listrado

Sempre que eu gosto de um livro ou filme e, em seguida, vou pesquisar na internet sobre a tal obra, é "batata"! A maioria das pessoas não gostou! ¬¬

O último livro que li, em meio à correria (boa) da vida foi "O menino do pijama listrado" - uma história chocante, porém regada pela inocência e beleza da verdadeira amizade.

O autor usa uma linguagem impressionantemente simples e, talvez, aí se encontre a maior beleza do texto. Não há como não encantar-se por Bruno ou Shmuel. Não me interessa se o final é previsível ou não, se o autor apela pra emoção ou não. Afinal, errado mesmo seria se um livro não provocasse nenhuma reação em seu leitor.

Engraçado é que levei dois dias e meio para ler toda a história e, curiosamente, as páginas finais da obra revelam que este foi exatamente o tempo que John Boyne levou para escrever o livro.
Se puderem (e quiserem), leiam. Certamente, hão de gostar!

O filme foi lançado em 2008 e pretendo assisti-lo daqui há alguns minutos...

Um abraço! E até breve!

Leandro Neri

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Polêmica: A CABANA

A princípio, eu escreveria um post sobre o livro. Mas desisti. Existem inúmeras resenhas e opiniões sobre na internet. Basta ir ao google. Alguns vão colocar a obra sobre o mais alto pedestal. Outros a reduzirão a um como que "quase nada".

Mas eu quero falar sobre o vídeo abaixo:


Para quem não pôde ver, o vídeo trata-se de um "pastor" (que, sinceramente, esqueci o nome e não me interessa saber no momento) criticanto veementemente "A Cabana" e recomendando suas "ovelhas" a não o lerem jamais.

Vocês já repararam como os pastores de hoje em dia se ocupam em ditar regras? "Não leia isso."; "Não veja aquilo"; "Não ouça aquilo outro."; "Não beba assim."; "Não coma assado." e por aí vai.

Acho engraçado isso. Deus entregou a Moisés apenas 10 mandamentos, que o homem incompetentemente não cumpriu. Jesus vem ao mundo. Morre pelos incompetentes. E o que os incompetentes fazem? Criam mais diversas leis para juntar às que eles já eram incapazes de cumprir.

Quando Paulo escreve a Timóteo sobre o zelo na pregação, ele diz: "Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina." (II Timóteo 4.2)

Bom, pra começar faltou "longanimidade" aos montes no vídeo do nosso querido aí. Também, no texto bíblico, não encontrei expressões do tipo: "Proíba; zombe; ordene; mande." A primeira orientação, aliás, foi: "Prega a Palavra." E, em meu coração, tenho muita certeza de que se nossos pastores e líderes se preocupassem mais com essa parte específica, talvez as demais fossem menos necessárias. Se eles se ocupassem realmente em ensinar A PALAVRA apenas, acredito que teríamos ovelhas preparadas pra reconhecer os verdadeiros lobos que se nos apresentam. Infelizmente, a maioria está ocupada com a elaboração infindável da lista de "pode's" e "não pode's".

Há de se reconhecer também a culpa dos liderados. Já não há mais interesse pela palavra também. O esquema é receber as ordens e repassá-las a todos os demais. E quem se recusar ou questionar, está "fora da visão". "Crucifiquem-no".

Um último destaque: Você nunca ouviu o tal pregador acima. Se você confia em mim, pode ler minha opinião e pensar: "Que cara idiota!". Mas espere. Você nem o ouviu pregando antes. Não ouviu nenhuma opinião contrária à minha. Como você pode julgá-lo assim?
Percebem? Foi mais ou menos isso que o nosso amigo pregador fez? Aproveitou sua posição, ridicularizou o livro e fez aqueles que confiam em sua pregação desprezarem o autor de "A Cabana" tanto quanto ele.

Agora seja inteligente e veja o outro lado da história.
Uma entrevista de William P. Young:


Veja bem. Tenho uma posição formada quanto ao tema. Gostei de "A Cabana", mesmo não concordando ou gostando de tudo. E, inclusive, recomendo o livro a quem se interessar. (Até porque duvido muito que um ser humano dotado de um pingo de bom senso vá sair por aí fazendo orações à Santa Mãe Negra na Cabana, como insinuou o prezado. Aliás, alguém precisa avisá-lo que é uma obra de ficção.)

Por fim, desprezo a postura do pastor ali em cima. Postura esta que, na minha opinião, pode privar os demais de formarem suas próprias opiniões.

Leandro Neri
Quero tentar prometer que esse vai ser meu último texto "chato" desses dias. rsrs
Talvez eu consiga. =]

quinta-feira, 19 de março de 2009

Recomendação: SUA RESPOSTA VALE UM BILHÃO

Aí está! O último livro que li!

SUA RESPOSTA VALE UM BILHÃO é o primeiro romance de Vikas Swarup e já foi traduzido para 33 idiomas. Foi este o livro que (como diz a capa... rsrs) deu origem ao filme que abocanhou 8 estatuetas na última edição do Oscar (Quem quer ser um milionário? - Slumdog Milionaire).

Como cheguei ao livro?
Confesso! Estava na faculdade, completamente desinteressado no assunto que o professor abordava no momento. Percebi que tinha um livro na cadeira da minha amiga. Pedi pra olhar. Como sabia que o filme tinha sido super elogiado, resolvi começar a ler. Li apenas o prólogo. Simplesmente fantástico.

Quando o livro chegou às minhas mãos foi um desastre. Lia na rua, no ponto de ônibus, no próprio ônibus, no metrô, em casa, no trabalho. Qualquer tempinho livre e lá estava eu com o livro em mãos.

Por que? Porque é encantador, alucinante e brilhante, ao mesmo tempo.
Uma narrativa rápida que prende e surpreende, ao mesmo tempo.
Um personagem cativante que conquista e emociona, ao mesmo tempo.

Aqui, você encontra a sinopse da história:
http://www.sinopsedolivro.com/2009/02/sua-resposta-vale-um-bilhao.html

E aqui, transcrevo dois pequenos trechos que apreciei principalmente pela "discreta" crítica apresentada através dos olhos inocentes do narrador:

“A cortina sobe e a tela se ilumina. Primeiro, os anúncios. Quatro são de empresas privadas e um é do governo. Para ser o primeiro aluno na escola e tornar-se campeão no críquete, devemos comer Corn Flakes no café-da-manhã. Quem usa a colônia Spice anda em carrões espetaculares e conquista garotas sensacionais. Quem usa sabonete Roma é promovido no trabalho e ganha roupas brancas reluzentes. Quem toma uísque Red & White vive uma vida de rei. E quem fuma cigarro morre de câncer de pulmão.”
[Capítulo 1.000, A morte de um herói, Páginas 29/30]


“Essa opulência me deixa intranqüilo. Em Mumbai, eu e Salim entrávamos de penetra em casamentos de gente rica para comer de graça, mas nunca nos ressentíamos diante daquela riqueza. Porém, ao ver esses estudantes ricos gastando dinheiro como se fosse água, experimento uma sensação de inferioridade que é totalmente nova para mim. O contraste com minha própria existência imperfeita me incomoda como uma dor física. Como era de se esperar, minha fome simplesmente murcha e morre, apesar das montanhas de pratos tentadores à minha frente. Percebo então que mudei. E me pergunto como será não ter mais desejo nenhum porque todos os desejos que se tinha já foram satisfeitos, todos foram sufocados pelo dinheiro antes mesmo de surgirem. Será desejável uma existência sem desejo? E será a pobreza de desejo melhor do que a pobreza propriamente dita? Essas perguntas me vêm à mente, porém não chego a nenhuma resposta satisfatória.”
[Capítulo 100.000.000, Jhs Dqopnkqs Az Shnk (ou Uma história de amor), páginas 276/277]


Ps.: Depois que li o livro, perdi o interesse pelo filme... ¬¬
Pelo que já li nas sinopses do filme, vi que mudaram coisas demais...
Poxa, eu sei que não dá pra fazer tudo igual, mas precisava mudar o nome do carinha principal?? Precisava diminuir o prêmio de UM BILHÃO de rupias para 20 milhões apenas?? Precisava transformar o melhor amigo em irmão e a prostituta em amiga de infância??? =/
Bom... quem viu o filme e leu o livro, alega que o livro é infinitamente melhor... O filme não sei quando vou ver, mas algum dia verei, sim... Aí dou meu próprio parecer...

Leandro Neri

sábado, 31 de janeiro de 2009

Indicação: MERGULHANDO NO AMOR DE DEUS

Hi, everybody!
2008 acabou... 2009 começou... E o primeiro mês já acabou.
Durante janeiro tive a oportunidade de ler um livro bem legal do Dennis Jernigan. Chama-se "Mergulhando no Amor de Deus: Um relato de transformação".

Não sei o porquê, mas nesta versão em português mudaram completamente o título original (A Mistery of Majesty: an intimate look at a loving God).

O livro contém 10 capítulos. Cada um deles é baseado em uma música composta por Dennis e gravada no CD que leva o mesmo título desta obra. (O CD infelizmente não foi lançado no Brasil e é quase impossível de se achar na internet para download.) Os capítulos são divididos em pequenas devocionais que trazem em seu final algumas perguntas para meditação e uma recomendação para a oração noturna. (Inclusive é bem interessante ler este livro momentos antes de dormir.) Antes das devocionais, o autor também compartilha a inspiração das músicas.

Leitura leve, gostosa e fácil. E não posso deixar de destacar a poesia que flui deste homem. Infelizmente não conheço nenhuma das músicas citadas no livro. Mas as "letras" destas canções são de uma beleza que enche os olhos de qualquer um que as leia. São lindos poemas que nos remetem à indescritível majestade de Deus e à necessidade que temos de, como criação, exaltar esta magnificência divina.

LEANDRO NERI

Abaixo, você lê um trechinho do livro:

"Ao disputar uma corrida (e a vida cristã se parece com isso), os corredores não voltam ao ponto de partida quando caem. Não. Eles se levantam rapidamente, fixam os olhos no alvo e correm em direção a ele como se sua vida dependesse disso! Essa é a ilustração para o arrependimento.

E minha vida depende do Senhor! Eu caio. Vejo a minha necessidade por um Salvador. Eu me volto para ele. Eu corro em sua direção, procurando ajuda! Esse tipo de relacionamento – de amor – enche-me de gratidão, porque reconheço que, se não fosse pela graça e pelo amor de Deus, eu seria derrotado.

Quando fracassamos, ou quando o inimigo nos ataca, temos de fazer uma escolha: vamos permitir que o fracasso defina quem somos ou seremos como Jesus definiu que fôssemos? Vamos permitir que a voz do inimigo nos cale, ou abafaremos suas mentiras com louvores ao nosso Deus e Salvador? Eu escolhi o Senhor, e ele me escolheu! Por meio de seu sangue, fui assinado, selado e entregue (como uma carta) – guardado, armazenado e estocado – e não há quem possa retirar isso de mim! Quando formos confrontados com nossas próprias fraquezas, ou com as mentiras do inimigo, a questão se tornará muito simples: eu louvarei ao Senhor no meio de tudo isso, ou permitirei que o relacionamento seja quebrado pela minha falta de comunicação com o Pai?"

(Trecho retirado do capítulo 8 - página 224)