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domingo, 10 de outubro de 2010

Encantada

No final de semana que antecede mais um dia das crianças, nada melhor do que indicar um filme tão inocente e cativante como Encantada!
ADORÁVEL! Para descrever o longa em apenas um adjetido, este seria o ideal. Me perdoem os mal-humorados, mas Encantada tem muito do que agrada a mim e a tantas pessoas que ligam a TV ou vão ao cinema em busca de diversão despretenciosa. Aliás, somente sendo muito mal-humorado para criticar severamente uma obra de tal delicadeza.

O filme é um conto-de-fadas que se inicia em formato de desenho no Reino de Andalasia onde a camponesa Giselle canta junto aos seus amigos animais uma canção sobre o amor verdadeiro. Em pouco mais de 10 minutos, ela conhece seu príncipe encantado e, "como de costume", marca seu casamento para o dia seguinte. A madrasta má Narissa, então, entra em cena e, para evitar que Giselle suba ao trono, lança-a no fundo de um poço que desponta numa "terra onde não há finais felizes", Nova Iorque.

É aí que somos apresentados ao elenco excelente da produção. Amy Adams não poderia estar mais adorável interpretando a jovem cheia de sonhos e inocência perdida no cruel "mundo real" que aguarda o príncipe encantado vir em seu resgate. Patrick Dempsey é o perfeito cético que lembra a muitos de nós a dor de um coração partido. James Marsden e Susan Saradon encarnam perfeitamente os já esteriotipados papéis de príncipe encantado raso e bonzinho e bruxa má que se transforma em horrível dragão.

E não poderia deixar de citar a música que rendeu ao filme três indicações ao Oscar. Aliás, razão pela qual adquiri o DVD. Jon McLaughlin e Carrie Underwood em mesmo longa eram para mim certeza de pelo menos encontrar uma ótima trilha sonora. Os números musicais foram compostos pelos mesmos responsáveis de outros clássicos Disney como "O corcunda de Notre-Dame". Faço uma ressalva: Não sei de quem foi a ideia de dublar os números musicais também. Apesar de terem sido muito bem versionadas para a língua portuguesa e até bem interpretadinhas, qualquer performance fica pequena diante da doce voz de McLaughlin ou dos poderosos agudos de Carrie. Por isso, fiz questão de assistir a versão original primeiro.Por fim, "Encantada" é responsável por resgatar valores que vem se perdendo ao longo dos anos, fazendo homenagens e críticas a esse estilo de contar história que Walt Disney imortalizou. A bruxa é má, a mocinha é boa, sofre, mas não desiste de enxergar a vida e o próximo com bons olhos, o que a conduz ao seu "final feliz". Para as crianças, um exemplo. Para os mais crescidinhos, uma chance de reviver e sorrir com as lembranças da infância.
...
Leandro Neri

sábado, 18 de setembro de 2010

Os delírios de consumo de Becky Bloom

Definitivamente, Isla Fisher é uma das minhas atrizes favoritas, se já não for A favorita. Depois de rir muito de sua assanhada personagem em PENETRAS BONS DE BICO e ficar apaixonado pela adorável April de TRÊS VEZES AMOR, voltei a encantar-me com o talento e beleza de Isla enquanto assistia OS DELÍRIOS DE CONSUMO DE BECKY BLOOM.

A história, simples e desprentenciosa, é baseada em mais um livro de sucesso, escrito por Sophie Kinsella. Quando criança, Rebecca sempre teve o sonho de poder crescer e tornar-se uma das mulheres em quem se inspirava. O motivo? Elas eram lindas, felizes e possuíam incríveis "cartões mágicos" que lhes davam o poder de comprar o que quisessem! rsrs

Anos após, nossa heroína aparece desempregada e completamente endividada pelo seu "cartão mágico". Em uma dessas adoráveis coincidências, acaba arrumando trabalho numa revista financeira, em que escreve às pessoas sobre como utilizar seu dinheiro. Doce ironia!

O carisma de Isla Fisher ao interpretar Becky Bloom é, sem dúvidas, o maior trunfo do longa. A atriz conquista o espectador logo nos primeiros minutos da trama quando descreve sua inocente paixão por compras. Com o decorrer da história, a tendência é gostar ainda mais da personagem que é capaz de nos fazer morrer de rir quando mostra sua "dança com o leque" ou morrer de dó logo após magoar sua melhor amiga.

Boa trilha sonora e figurino inteligente são outros destaques da fita. Deixo a recomendação pra você e fico na expectativa pela próxima comédia de Isla Fisher.

Leandro Neri

sábado, 21 de agosto de 2010

Carl & Ellie (Up)

Com um ano de atraso, finalmente assisti a animação da Disney Up: Altas Aventuras. Na verdade, nem há muito o que comentar. Quem já viu o filme, sabe como é o máximo. O escoteiro Russell e o cachorro Dug garantem puros momentos de diversão e o casal Carl e Ellie é completamente apaixonante. Aliás, a primeira parte do filme que se ocupa em contar a história de amor dos dois foi de longe a minha favorita. Outro destaque da produção é a excelente trilha sonora executada por Michael Giacchino (responsável pela também excelente trilha de Lost). Não acho que seja a MELHOR animação. Por enquanto, ainda estou com Como treinar seu dragão, porém Up: Altas Aventuras com certeza não deve deixar de ser assistido por todos que apreciam um bom exemplo da sétima arte.

Um resumo da história de Carl e Ellie ao som de uma bela canção da banda Switchfoot.

Um ótimo final de semana pra você!
Leandro Neri

domingo, 15 de agosto de 2010

Inquebrável

Ainda estou com o filme do Sherlock em mente e depois que vi esse vídeo não consigo tirar nem o filme nem a música da cabeça. A faixa é "Unbreakable" da banda Fireflight.

O medo é apenas uma muleta que te mantém atrás e transforma os teus sonhos em poeira.
Tudo que você precisa fazer é confiar.

Boa semana pra vocês! \o/

Leandro Neri

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Holmes e Aniston

Na tentativa (frustrada, eu diria) de suprir a carência que ando tendo de "Brothers & Sisters" desde que terminei de assistir a quarta temporada, resolvi assistir uns filminhos essa semana e devo confessar que foi até divertido. (\o/) Eis os escolhidos:

Nunca li as histórias de Sherlock Holmes e tudo que conhecia era o conceito já formado no imaginário popular. Logo, minha "análise" será meramente do filme! E querem saber o que penso? EXCELENTE!

Robert Downey Jr é realmente ótimo e, se continuar fazendo trabalhos como Homem de Ferro e Holmes, posso até me tornar um fã. Jude Law também não decepciona como Watson. A química entre os dois ficou muito bacana.

No mais, gostei de tudo! Figurino, cenários, efeitos visuais, trilha sonora e o gancho escancarado para um próximo filme! Só não pude parar de imaginar durante todo o filme como teria sido o máximo ter assistido-o no cinema. =/ Só não vou prometer que vejo o segundo no cinema, porque sempre que prometo isso, eu falho.
Caçador de Recompensas é meio vexatório, apesar de ainda valer uma Sessão da Tarde. O roteiro é fraco, a direção é fraca, a continuidade é fraca, a edição é fraca. O que salva o filme, então? Gerard Butler e Jennifer Aniston. Basicamente!

Jennifer está linda mais uma vez e trabalha bem! Acho injusto as eternas comparações da crítica com a Rachel. Não dá pra exigir demais de uma atriz quando toda a produção do filme em questão parece estar descambando! Basta assistir "Marley & Eu" pra perceber que ela tem talento, sim, e o resto é intriga da oposição! ¬¬

Resumindo, você deve assistir Caçador de Recompensas? Se você for fã do Gerard e/ou da Jennifer, COM CERTEZA! Se não gosta deles, não perca tempo. rsrs

Leandro Neri

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sabe o que eu quero muito??? *-*

ASSISTIR TOY STORY 3!!!!!

=P
Leandro Neri

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Definitivamente, talvez... (Bônus)

Disse que aquele seria o último diálogo do filme que eu postaria e cumprirei a promessa, mas apenas para encerrar a série de posts sobre o filme "Três Vezes Amor" de vez, vou postar um dos muitos vídeos contando a história de Will e April que existem na internet. E este vem com uma música do cantor David Cook, do qual muito gosto. Curtam aí:

E para finalizar de verdade, deixo a frase que o pai de April escreveu como dedicatória para a filha em um livro que não recordo o nome. A personagem passa todo o filme, que se estende por uns 16 anos, procurando o livro original com o qual havia sido presenteada. Até que, em um belo dia após receber os dois tapas do seu amor, Will acaba encontrando o tal fascículo, quando pôde então conhecer a razão da busca de April.
...
"O coração humano tem tesouros ocultos. No segredo mantido, no silêncio selado, os pensamentos, as esperanças, os sonhos, os prazeres, cujo charme se romperia se revelado."
...
Leandro Neri
P.s.: Quem tiver entendido a frase, fique à vontade para me explicá-la... rsrs

domingo, 4 de julho de 2010

Definitivamente, talvez... (V)

Este é o último diálogo entre Will e April que postarei. Prometo! Depois de duas arrasadoras decepções amorosas e a queda do seu ídolo político, Will decide finalmente declarar-se para April, mas as coisas acabam não se saindo muito bem, como era de se esperar devido ao teor alcoólico do personagem principal.
...
- Alguém bebeu demais.
- Não, não bebi. Não bebi.
- Sim, bebeu.
- Bebi... Nossa... Você é linda.
- Obrigada... O que foi?
- A questão é... A questão é... É que eu gosto de você. Sempre gostei. 'Gostar'... É patético. É tão insignificante. 'Amar', por outro lado... Você fugiria de uma palavra assim... Eu te amo. Estou apaixonado por você, April.
- Por que nunca me contou?
- Ora. Sabe por quê. Nunca esteve interessada por mim.
- É um idiota.
[beijo]
- Pare.
- O quê?
- Não assim.
- Assim como?
- Olhe para você, Will. Está confuso. Por que não podia me dizer isso quando estava bem?
- Estou bem.
- Está uma bagunça. Está confuso.
- Estou uma bagunça? Isso é interessante, April, vindo de você. Poderia fazer o que quisesse no mundo e trabalha numa livraria. Por que isso? Pelo menos eu tentei. Segui meus sonhos, me arrisquei. Só estou falando como amigo, juro, mas talvez devesse procurar ajuda. Uma reabilitação de vida ou algo parecido. Nem sei se existe algo assim, mas se tiverem...
- Certo.
- ...deveria se candidatar pra isso.
- Eu deveria ir à 'reabilitação de vida'?
- Sim.
[2 tapas]
- Saia daqui.
- April?


E é bem aqui que os telespectadores que torciam por April tem seu coração partido também... =P

Leandro Neri

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Definitivamente, talvez... (IV)

- Ei. Parabéns. Ouvi que pediram para que ficasse. Deve estar feliz.
- Sim, ele pediu. E estou. Muito, muito feliz.
- Mesmo? Por que acho que devo esconder as giletes? E os grampeadores e tesouras?
- Ficarei bem. Mas esta música me tira a vontade de viver.
- Eu sei. Que tal a dança? Pare aquilo.
- Sinto muito pela outra noite.
- Tudo bem. Só achei que Lucas não aprovaria. Ou Emily.
- Bem...
- Depois, nós dois... Seria como cães e gatos.
- É. Óleo e água.
- Lixa e bunda pelada.
- Que nojo.
- Você seria a bunda.
- Não, obrigado. Que honra.
- Lennon e McCartney.
- Eram bons juntos.
- Enquanto durou. E depois nem conseguiam ser amigos.
- Acho que conseguimos isso.
- 'Enchanté'.
- É. 'Salud'.
- Vamos dançar.
- Não.
- Por quê?
- Está bem.
A cena acima se desenrola após a vitória do partido de Bill Clinton em uma festa de seu comitê. April e Will decidindo ser amigos são tão adoráveis quanto sendo um casal! O diálogo não tem lá muita coisa demais; só achei que seria legal citar um texto cinematográfico que consegue incluir em suas linhas a expressão "lixa e bunda pelada". rsrs
Leandro Neri

sábado, 26 de junho de 2010

Como treinar seu dragão (LIVRO X FILME)

Sendo bem generalista, gostei do livro. A leitura é rápida, agradável. A textura é bonita, com letras grandes e hilárias gravuras. Mas, sendo também honesto, o filme é muito melhor!

Eu sei que os fãs da Literatura Internacional, quase sempre, gostam de criticar as adaptações para o cinema, mas o fato é que gostei de cada alteração operada pelos diretores do longa. Basicamente, o que permanece do livro para o filme é que nosso herói Soluço tem tudo para não ser esse herói, com toda a sua pequenez e insegurança.

No livro, Soluço sabe falar a língua dos dragões e é detestado pelos colegas que acreditam num antigo Poderoso Viking que defende a teoria de que 'gritar bem alto' é a única maneira de domar as feras, que, na verdade, são seres pensantes, quando não mais inteligentes que humanos.

Achei muito sensato da parte dos diretores do filme mudar tudo isso. Por quê? O adorável Banguela que nos é apresentado no cinema é um chato (muito chato!) no livro. É egoísta, insensato e minúsculo (¬¬)! Eu sei que é engraçado ler os comentários a respeito da miudeza de banguela, mas toda a lenda em torno do misterioso "Fúria da Noite" trazida no filme me foi muito mais emocionante!

Ao contrário da grande maioria dos leitores, "Como treinar seu dragão" não despertou em mim o desejo de ler o próximo volume da série - "Como ser um pirata" -, mas eu certamente estaria nas filas do cinema novamente para ver uma sequência da história criada pela DreamWorks.

Leandro Neri

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Definitivamente, talvez... (III)

Logo após treinarem o pedido de casamento que Will faria a Emily, April leva-o até seu apartamento e é ali que os dois parecem finalmente começar a gostar um do outro. Em uma conversa repleta de ironias e sarcarmos leves (bem do jeito que eu adoro!), descobrimos que nossa heroína também tem seus pontos fracos, ao assumir não saber o que fazer da vida e como seu atual relacionamento a atrasa na vida. Abaixo, você lê o desenrolar dessa conversa:
...
- Acha ridículo que eu queira ser um político, não é?
- Sim.
- Obrigado.
- Não, eu entendo a ideia de ser político. É fácil gostar de você.
- É verdade.
- Só imagino se quer que gostem de você um pouco demais.
- Também é verdade. Deveria querer que as pessoas me odiassem. Vou começar a trabalhar nisso já. Alguma dica?
- Não. Mas está no caminho certo.
- É?
- Já estou te odiando.
- Que bom. [pausa] O que quer ser quando crescer? Você é muito esperta para ficar fazendo cópias e cuidando de crianças.
- Eu não sei...
- O que mais você faz?
- Eu não sei... E não sei como saber... Sabe? O que eu realmente quero fazer é ir a todos os lugares que não conheço. Tenho economizado. Mas não consigo me organizar para isso. Provavelmente porque estou presa a esse cara.
- Devia dar o fora nele. Sei que não é da minha conta, mas é boa demais para ele. É, sim.
- Sabe o que é legal?
- Não.
- Que podemos ficar aqui sem nos incomodar em flertar ou estarmos atraídos e essas coisas...
- ...essas coisas.
- Muito legal.
- É.


O mais legal dessa cena é que, ao final de diálogos assim, nós já sabemos o que aconteceria na maioria dos filmes e séries americanas. Mas em "Três vezes amor", é diferente. Por isso, gosto tanto desse filme. Quer saber o que acontece? Assiste!!!!

Leandro Neri

sábado, 19 de junho de 2010

Definitivamente, talvez... (II)

Esta deve ser a cena favorita da maioria dos espectadores do filme. É neste ponto que os diretores nos fazem começar a torcer para que April seja o par romântico de Will. Aos 35 minutos de fita, após Will revelar que irá pedir Emily em casamento, April resolve ajudá-lo em como fazer isso. E o diálogo a seguir se desenrola.
- Ela chega amanhã. Fiz uma reserva em um restaurante francês chique no Upper East Side.
- Minha nossa. Vai fazer isso em uma sala cheia de estranhos?
- Sim, vou. Qual o problema?
- Nenhum. Acho que mostra confiança. O que vai dizer?
- Ainda estou pensando. Não sei.
- Pratique comigo. Pratique comigo. Sou boa nisso. Serei Emily: "Sou Emily, sua namoradinha da faculdade. Quer me perguntar algo?"
- "Emily."
- Espere! Precisa ficar de joelhos.
- Não vou ficar de joelhos.
- Ela vai gostar de vê-lo de joelhos.
- Não vou ficar de joelhos.
- Grande erro. Certo.
- "Emily."
- "Sim, William."
- Não me faça rir. "Emily, você quer... casar comigo?"
- "Não."
- Meu Deus.
- "O que quer dizer com 'quer casar comigo?'? Não te vejo há semanas! Não parece feliz ou empolgado com a perspectiva do nosso casamento. Está pedindo que eu abra mão da minha liberdade, minha alegria de viver, por uma instituição que quase nunca dá certo? E por que devo me casar com você? Por que quer se casar comigo? Além de satisfazer um desejo burguês de um ideal imposto pela sociedade desde a tenra idade para promover uma ideologia capitalista?"
- Uôu! Ai, meu Deus!
- Devia ter ficado de joelhos!
- Cale a boca! Ouça. "Quero me casar com você porque é a primeira pessoa que quero ver ao acordar pela manhã e a única que quero dar um beijo de boa noite. Porque a primeira vez que vi essas mãos, não pude imaginar não poder segurá-las. Mas principalmente porque, quando se ama alguém como eu te amo, casar é a única coisa a fazer. Então, quer se casar... comigo?"
- "Definitivamente. Talvez. Preciso pensar a respeito."

Com uma declaração tão apaixonada assim, é até difícil imaginar que Will terá o coração arrebentado por Emily alguns minutos após essa cena. E parece ser bem assim na vida real também. Temos mesmo que quebrar tanto a cara assim? Será que vamos encontrar o que procuramos no final disso tudo? O título do filme é uma boa resposta para essas questões.

Leandro Neri

terça-feira, 15 de junho de 2010

Definitivamente, talvez... (I)

No último final de semana, assisti pela quarta ou quinta vez o filme "Três Vezes Amor". E, pela quarta ou quinta vez, eu adorei a história, os personagens, a trilha sonora e tudo o mais. Isla Fisher, no papel de April, sempre (SEMPRE!) me encanta! E, em homenagem a ela e ao filme, decidi fazer alguns posts.
...
A primeira cena em que April aparece se dá aos 15 minutos da fita. Will Hayes acaba de entrar no comitê que está trabalhando na campanha política de Bill Clinton. Ele, então, necessita tirar algumas cópias de documento e procura April, a funcionária que trabalha nas máquinas de xerox. Abaixo, transcrevo o diálogo que os personagens travam.
...
- Por que está na campanha de Bill Clinton?
- Estou aqui pelo dinheiro. Ganho U$12 por hora, o que é melhor que babá, que é no que já trabalhei até agora.
- É democrata, certo?
- Por que todos tem que ser democratas ou republicanos? Estou lutando com a copiadora.
- Espere. É uma independente, não é?
- Não sou nada. Por que tenho de ser alguma coisa? Por que tenho de ter uma opinião sobre tudo? Sério. O que eu sei sobre sistemas de mísseis, Previdência Social ou impostos?
- E sobre direitos civis e direitos da mulher? O direito da mulher de fazer o que quiser com o corpo?
- Eu faço o que quero com meu corpo.
- Isso é apatia.
- Não sou apática.
- Sim, é.
- Não sou. Só sei que esses palhaços para quem trabalha não ligam pra nada além de suas próprias ambições.
- Isso não é verdade.
- Acha que esse Bill Clinton vai fazer diferença?
- Acho.
- Ele fará o que já é inevitável.
- É aí que se engana.
- Não me faça atacá-lo.
- Está errada. Ele fará diferença para os negros. E para as mulheres. Ele as entende.
- Meu Deus...
- Veja o que ele fez no Arkansas. Leia seus planos para a saúde e para a educação.
- Zzzzzzzzzzzz...
- Ou não. Tudo bem.
- Nossa. Sinto muito.
- Desculpe.
- Caí no sono. Sinto muito.
- Tudo bem. Acorde para uma Nova América. Acredito em você.
- Isso foi interessante.
- Certo. Me convenceu. Não é nada.
- Nada.
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Assim como a April, não existem assuntos pelos quais você simplesmente não se interessa? Por que temos de ter uma opinião sobre tudo, afinal?
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Leandro Neri

domingo, 16 de maio de 2010

Homem de Ferro 2

Quer ter diversão garantida??? Uma resposta para a sua pergunta:
IRON MAN 2!
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Eu sei que ALICE tem deixado muita gente em polvorosa (e até eu mesmo ainda quero ver a película), mas Homem de Ferro 2 está simplesmente imperdível! Robert Downey Jr. está simplesmente brilhante na pele do ferroso pela segunda vez.
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Bem, eu não vi o primeiro filme da saga, mas posso garantir que isso não atrapalhou-me durante a sessão. O enredo e os personagens bem trabalhados não permitiram que ninguém se deslocasse. Tony Stark (identidade não-secreta do super-herói) é hilário e conquista boa parte da audiência nos primeiros minutos da fita. Mesmo com todo o seu egocentristo megalomaníaco e sua extraordinária capacidade de "se auto-elogiar", é difícil não simpatizar com o moço.
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Gwyneth Paltrow e Scarlett Johansson também não decepcionam, enquanto vivem a dedicada secretária Virginia e a esquentada Viúva Negra, respectivamente. Ambas conseguem desenvolver de maneira majestosa suas cenas com Downey e conquistam de quebra a compreensão e a torcida do público também. Já os fãs de Samuel L. Jackson hão de ficar felizes com a pequena, mas importante participação do ator.
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Fato é que, como já disse, Iron Man é diversão garantida e você certamente não vai se arrepender de assistir!

Leandro Neri

terça-feira, 27 de abril de 2010

Soluço & Banguela

Sem dúvidas, todos devem assumir que este é um dos melhores filmes de animação que a DreamWorks já lançou. Pra mim, o melhor disparado, superando inclusive a bem sucedida franquia Shrek.

Indentificar-me com Soluço não foi nem um pouco difícil e acredito que para boa parte da platéia também não. Um garotinho pequeno que apenas deseja ser reconhecido em sua sociedade e que acaba encontrando essa força no amigo mais improvável possível: um "assustador" e desajeitado dragão da espécie "fúria da noite", apelidado pelo menino de 'Banguela'.

Com um enredo simples como esse, os diretores trazem às telas uma história cativante e divertida que, se brincar, supera - e muito! - os últimos blockbusters que acompanhamos. Gosto de destacar o fato de os autores não menosprezarem questões que poderiam surgir do público. Toda a história é muito bem amarrada e não nos são apresentadas aquelas famosas resoluções fajutas no clímax do longa.

As cenas de ação merecem elogios à parte. Realmente, lamento não ter assistido a versão tridimensional, mas posso garantir que, mesmo em 2D, as imagens são incrivelmente reais e de tirar o fôlego, como eu jamais poderia esperar. A fita dublada também não deixa a desejar. Gustavo Pereira, responsável por dublar o famoso peixinho Nemo, empresta sua voz a Soluço com uma interpretação na medida certa, trazendo ainda mais graça à irônica trajetória do personagem.

Fico simplesmente encantado quando vou ao cinema sem esperar muito da película e deparo-me com uma surpresa tão boa como essa. Valeu a pena MESMO pagar inteira pra ver o filme. E você? Tá esperando o que pra curtir as aventuras de Soluço e Banguela? Corre lá!!! \o/

Fui só eu ou mais alguém lembrou do Stitch quando viu o Banguela?

Leandro Neri

quinta-feira, 25 de março de 2010

Quando as luzes se apagam, a batalha começa! - Uma Noite no Museu 2

Já parece quase uma lei! Toda vez que eu vejo um filme e curto, eu corro pra internet pra ver o que as críticas dos sites dizem a respeito e... sempre leio críticas e mais críticas negativas. Daí eu me pergunto: Serei eu muito complacente com os filmes que assisto? Ou os críticos de cinema é que são chatos mesmo? Eu voto na segunda opção! o/
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A vítima da vez é "Uma Noite no Museu 2". Eu estou longe de ser um fã de Ben Stiller, mas devo admitir que de vez em quando o cara acerta (vide "Entrando numa fria" e o próprio "Uma Noite no Museu"). Quando me veio a notícia da continuação do longa, pensei: "Mas o que será que vão inventar dessa vez depois de deixarem a história tão bem amarradinha no primeiro filme?" As circunstâncias da vida só me levaram a ver o filme agora, quase um ano depois de seu lançamento. E querem saber? Achei o máximo!!
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Aliás, tenho gostado muito de películas assim ultimamente: simples, inocente e divertido na medida certa! Ben Stiller está ótimo mais uma vez na pele do vigia noturno Larry! Os já queridos personagens do primeiro filme estão aqui novamente: o macaquinho, o presidente, o exército de homens pequenos... E ainda temos de sobra mais uma penca de novos personagens, já que a pedra que dá vida a essa galera agora está num museu maior.
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Acho muito válido o fato de, mesmo com tantos personagens, cada um ter o seu momento de brilhar no filme! Meu destaques, além do próprio Stiller, vão para Amy Adans no papel da doce e determinada Amelia Earhart e Hank Azaria, dividindo-se entre a interpretação do arrogante Kahmunrah e a dublagem do não-muito-inteligente pensador e o sincero presidente Abraham Lincol.
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Uma noite no museu 2 pode não ser uma dica das mais quentes, mas é super válida! Você que tem Telecine em casa, aproveite as exibições do filme que estreou esse mês por lá. E você que não tem... Ah, passa numa locadora ou compra numa filial das Lojas Americanas... Vale a pena! =]
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Até a próxima dica e abraço!
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Leandro Neri

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ALICE

A essa altura, os fãs de Tim Burton e Johnny Depp já devem estar em polvorosa com as vésperas da estréia de Alice no País das Maravilhas! Eu sou até suspeito pra falar, porque, além de curtir quase todos os trabalhos dessa dupla, Alice sempre foi um dos meus desenhos favoritos. Lembro-me que vez por outra o SBT exibia a versão de 1951 da Disney e, todas as vezes, lá estava eu em frente à TV, fosse sábado à tarde, sexta à noite, domingo ao meio-dia ou no dia das crianças. Agora, só me resta esperar por esta nova e (ao que promete) fantástica versão da aventura de nossa heroína nessa terra de bichos falantes e soldados de carta de baralho.
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E como se isso tudo já não fosse demais pro meu coraçãozinho, o longa de Alice ainda virá em 3D e traz como intérprete da música tema nada mais nada menos que... AVRIL LAVIGNE! *-* Sim! Quem quiser, pode criticar, mas eu gosto mesmo! E muito! No seu novo clipe, da música Alice, Avril se mostra ainda mais talentosa, ainda mais linda e com uma porção de agudos impecáveis na voz!


"I found... myself... in Wonderland..."

Com tanta ansiedade junta, parece que esse 16 de abril vai demorar pra chegar, viu?? (Graças a Avatar, Alice só chega em terras tupiniquins seis semanas depois de sua estreia nos E.U.A. ¬¬) E você? Ansioso por esse momento? Também achou o clip lindo? *-* Diz aí!
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Abraço procês, povo!!
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Leandro Neri

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ilha da Imaginação / Loja Mágica de Brinquedos

Hoje, o que trago a todos são duas singelas sugestões de filmes que assisti nas últimas semanas!
...
O primeiro deles é "A Ilha da Imaginação", que traz em seu elenco três nomes de peso: Gerard Butler (responsável por filmes excelentes como P.S. Eu Te Amo e A Verdade Nua e Crua), a talentosa Jodie Foster e a mais jovem, porém não menos cheia de graça, Abigail Breslin (de Pequena Miss Sunshine e Três Vezes Amor). Tudo bem que o título em português está mais para um "passe longe de mim" do que para um "venha me assistir"! Mas a verdade é que Nim's Island é um filme divertido, cheio de ensinamentos preciosos sem muita demagogia e, sim, para toda a família, sem subestimar a inteligência de nossas crianças. A principal lição que se tira da película é a possibilidade de superar nossas próprias limitações. Enquanto cada um dos personagens desespera-se em seus conflitos individuais, o decorrer da história mostra que é possível vencer quaisquer obstáculos que tenhamos colocado no meio do caminho. Três ótimos atores, três curiosas histórias e três personagens marcantes fazem de "A ilha da imaginação" um dos filmes mais bacanas do gênero Aventura que já vi!

Assim como o anterior, este teve seu título diminuído de "O Maravilhoso Império do Sr. Magorium" para "A Loja Mágica de Brinquedos". Mas não é isso que faz do longa menos encantador. Impossível não vibrar com a personalidade alto astral de Dustin Hoffman ou não identificar-se com as dúvidas da personagem de Natalie Portman. Não posso deixar de destacar ainda Zach Mills, que dá vida ao esperto e cativante Eric. Não tão fantástico como A Fantástica Fábrica de Chocolates nem tão trágico como Ponte para Terabítia, este é um filme para quem quer afastar-se um pouco dos problemas da vida e apenas acreditar por um instante no milagre da vida, tão bem abordado pelo dono do Império Magorium.

A você que nada terá que fazer nestes dias de carnaval, fica aí minha sugestão. Um forte abraço e até a volta! \o/

Leandro Neri
Ps.: Clique nos cartazes dos filmes para ver seus respectivos trailers!

domingo, 10 de janeiro de 2010

AVATAR

Assim que começaram a correr os comentários a respeito do mega blockbuster AVATAR, confesso que a minha curiosidade pelo longa nem foi tão aguçada assim. No entanto, com o passar do tempo e o aumentar dos elogios à obra de James Cameron, não havia mais como ignorar tal. Quando fiquei sabendo que o filme estava sendo exibido também em salas 3D, me vi finalmente empolgado para assistir a aventura. Com filas de cinema absurdamente lotadas e compra de ingressos pela internet, consegui minha oportunidade de assisti-lo na segunda tentativa e sabem do que mais? AVATAR realmente É "toda essa coca-cola" que estão divulgando! Com excelentes imagens, uma tecnologia 3D extremamente inteligente e interpretações inocentes e cativantes, é quase impossível não se render à história dos humanóides azuis do satélite Pandora. Mais de uma década após levar às telas um dos filmes mais premiados da História (TITANIC), o também diretor de Exterminador do Futuro traz aos cinéfilos agora uma das mais fantásticas experiências da sétima arte.
Leandro Neri

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Achei que teríamos mais tempo...

Eu sou verdadeiramente fascinado por ficções de catástrofe, com destruições colossais e descomunais do mundo em geral. E desde "O dia depois de amanhã", nenhum outro filme no gênero conseguiu me apaixonar tanto. Pelo menos, assim foi até o início deste mês quando pude assistir 2012. Meu interesse pelo filme foi grande desde os primeiros rumores e só aumentou ao longo dos meses. A divulgação foi supre inteligente ao instigar os telespectadores a pesquisarem sobre o ano em questão na internet e só aflorou ainda mais a curiosidade dos cinéfilos. Se o filme é cheio de clichês e mentira e cenas irreais? CLARO! Inocente será quem for assistir esperando não encontrar todos esses fatores. Fatores estes que pra mim são essenciais, em se tratando da categoria cinematográfica. Cenas e efeitos que aliados ao clima "Cinema x Pipoca" - que eu simplesmente amo - fizeram desta uma das minhas mais favoritas experiências. Fico a imaginar como seria uma versão 3D de todas aquelas cenas de fuga e ação! "2012" tá aí e, se eu fosse você, corria pra assistir! Talvez alguma sala de cinema ainda esteja disponível! Se já não estiver, relaxe! Afinal, ainda faltam 3 anos pro mundo "acabar"...


Leandro Neri